Rondônia, sábado, 27 de novembro de 2021.

ALE-RO

Confúcio Moura trabalha candidatura ao Governo de Rondônia tendo Maurão de Carvalho como vice

Confúcio Moura trabalha candidatura ao Governo de Rondônia tendo Maurão de Carvalho como vice

DOS PECADOS MORTAIS DA POLÍTICA, UM DOS MAIORES É SUBESTIMAR A FORÇA DO ADVERSÁRIO

Todos sabem que a política não é para amadores. Mesmo assim, ignorando as verdades que ela ensina há séculos, há os que ainda só querem ouvir apenas o que lhes faz bem aos ouvidos, à alma e ao ego, ignorando a realidade. Pecado mortal neste mesmo contexto, é o que soma essa mania de sonhar, com o fato de subestimar seus adversários.

Há os que, egos superiores, deixam-se enganar com tapinhas nas costas e promessas de votos, imaginando-se grandes vencedores e, quando se abrem as urnas, o que aparece é a dura e triste realidade. Mas de todos os pecados mortais, sobre os quais se poderiam escrever várias enciclopédias, aquele que subestima a força do adversário, pode se tornar o pior de todos.

Na verdade, ele engloba vários outros que, somados, deviam dar uma lição para não se esquecer, embora, na maioria dos casos, o egocentrismo impeça que se leve o aprendizado para a próximas eleições. Todas essas elucubrações e pensamentos cabem muito bem no que está novamente acontecendo. Podem ser trazidos para a realidade rondoniense, porque ela se adapta a qualquer lugar do mundo, onde as urnas decidem quem vai para o poder.

Um caso recente, em Rondônia mesmo, aconteceu com o gringo Ivo Cassol. Quando ele se lançou candidato ao governo, seus adversários, no geral, não o levaram a sério. Quando acordaram, Cassol estava eleito e depois ainda foi reeleito.

O caso se repete agora com Marcos Rocha. O que se ouviu até há pouco nos bastidores, claro que não de todos, mas, ao menos de alguns, é que ele não teria cacife para uma reeleição, que não tem experiência, que qualquer um nome conhecido da nossa política poderia vencê-lo, em 2022.

O pecado mortal de subestimar o adversário, ainda mais quem está no poder e tem o cofre na mão (e acrescido do fato de ele estar cheio, como o está agora!) aconteceu de novo, com todos os seus perigos. Enquanto isso ocorria, Rocha e sua turma, trabalhando como se mineiros fossem, calados e agindo nos bastidores, começou a fortalecer seu governo no interior, com programas aplaudidos pela população e, ao mesmo tempo, foi conquistando espaços na política que, fazendo com que aqueles que o consideravam carta fora do baralho, fossem surpreendidos, pelo que a vida real mostrou.

Rocha, com um importante parceiro, também subestimado por alguns grupos adversários, o seu chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves e tantos outros que formam o time palaciano, não só viram o Governador se colocar como nome fortíssimo para 22, como ainda assistiram a tomada de poder no União Brasil, o que fortaleceu ainda mais seu nome na política regional.

Os exemplos locais provam, mais uma vez, que quem ignora as duras lições que a política ensina há séculos, vai continuar comendo poeira, enquanto seus adversário conquistam o poder.

MARCOS ROGÉRIO PODE SE ALIAR A EXPEDITO JÚNIOR, FORMANDO UMA FORTE DUPLA PARA 22

E o competente senador Marcos Rogério? Sem o União Brasil no Estado, ele vai escolher, a dedo, seu futuro caminho.

Há uma tendência forte de que, em nível regional, ele se alie ao PSD de Expedito Netto, para onde pode ir, também, outra liderança importante do Estado, o ex-senador Expedito Júnior, que pode sair do ninho tucano depois de longos anos no partido. Nada está definido, ainda. Não se exclui a possibilidade também com os tucanos, já que o diretório nacional do partido exige uma candidatura ao Governo.

Em ambos os casos, Marcos Rogério enfrentaria as mesmas dificuldades que Marcos Rocha terá pela frente, no União Brasil. Todos os partidos querem apoiar nomes à Presidência, em oposição a Jair Bolsonaro.

Marcos Rogério é um dos mais fiéis escudeiros de Bolsonaro e sua atuação destacada, defendendo o Presidente com unhas, dentes e muito talento, comprovam isso. Rocha é um dos primeiros bolsonaristas do país.

Os dois, portanto, terão que enfrentar problemas internos nos partidos que escolherem, caso eles decidam ir contra a reeleição do Presidente. Será uma sinuca de bico maior para ambos, caso as suas novas legendas exijam fidelidade partidária…

MDB PODE VIR DE CONFÚCIO MOURA E COM MAURÃO DE CARVALHO COMO VICE

A eleição estadual de 22 ainda não tem todas as candidaturas definidas. Mas as conversas continuam intensas, porque, não se ignora, a disputa já está correndo solta nos bastidores. Um dos nomes de peso que deve anunciar sua decisão se concorre ou não, é o atual senador e duas vezes governador Confúcio Moura.

Ele inclusive se licenciou do seu mandato, por quatro meses, para, entre outras coisas, percorrer o Estado, para sentir o que o rondoniense pensa sobre isso e ouvir, com clareza, o que as ruas dizem sobre sua volta ao comando do Estado.

Seu partido, o MDB, aguarda, ansioso, pela decisão. Inclusive já há conversas para que o partido lance uma chapa puro sangue, com Confúcio Moura à frente e o ex-deputado de cinco mandatos, Maurão de Carvalho, como vice na chapa.

O assunto, claro, não é ainda discutido publicamente, mas se sabe que já houve até reunião fechada, tratando deste tema. Por enquanto, Confúcio, quando perguntado, não diz nem sim e nem não para uma candidatura Em 2022.

SE FOSSE PRA APOSTAR: CASSOL SERÁ MESMO CANDIDATO AO GOVERNO NO ANO QUE VEM

E como anda a situação de Ivo Cassol, outro peso-pesado da política rondoniense? Na prática, a situação ainda não mudou oficialmente.

Ele continua dependendo de uma decisão do STF, para poder concorrer. Seus advogados, contudo, têm convicção que esta autorização será dada, até porque já há um voto favorável do relator do processo, que liberaria o ex-governador e ex-senador para assumir a disputa ao Governo, no ano que vem. Cassol ainda não fala oficialmente sobre o assunto, mas está otimista.

Amigos próximos e muitos dos seus eleitores têm convicção de que ele estará na corrida ao Governo. O próprio Cassol já teria tomado a decisão, mas ainda não a anunciou, esperando a posição final do STF, que abonaria oficialmente seu nome e de vários outros políticos brasileiros, todos na mesma situação.

O que Cassol não cansa de falar, por enquanto, é que está na luta para ajudar a eleger sua irmã, Jaqueline Cassol, que concorrerá à única vaga disponível para Rondônia. Se fosse para apostar, hoje, o editor deste blog o faria: Cassol será sim candidato ao Governo.

Fonte: Voz de Rondônia

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