Rondônia, terça, 24 de maio de 2022.

Defesa sanitária do agronegócio de Rondônia passa por mãos femininas

Defesa sanitária do agronegócio de Rondônia passa por mãos femininas

Com atuação em todo o estado, mais de 290 mulheres compõem o quadro de servidores da Agência Idaron

Em mais de 20 anos de existência, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) tem desempenhado importante papel para o desenvolvimento do agronegócio do estado e prestado relevantes serviços em colaboração com as agências de defesa sanitária de regiões vizinhas, como Acre, Amazonas e Mato Grosso.

Como resultado desse importante trabalho pode-se destacar o reconhecimento internacional dessas regiões como área livre de febre aftosa sem vacinação e o fato de Rondônia possuir lavouras produtivas e sadias, o que resulta na oferta de alimento de qualidade ao consumidor.

Muitas dessas atividades são desenvolvidas pelas mais de 290 servidoras que, atuando em todos os rincões de Rondônia, seja na área administrativa das unidades ou em campo, junto ao produtor rural, trabalham pelo bom desempenho da pecuária e da lavoura, protegendo-as contra doenças e pragas quarentenárias. “A defesa sanitária do agronegócio rondoniense passa por mãos femininas, com excelentes resultados”, destaca o presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres.

São servidoras que, invariavelmente, se desdobram em atividades domésticas, no cuido com a família, e no trabalho diário, no exercício da profissão, mas sempre com galhardia e o profissionalismo que a defesa sanitária animal e vegetal requer. São mulheres como a engenheira agrônoma Adriana Aparecida dos Santos, que atua como fiscal estadual agropecuário há dezenove anos na unidade de Ji-Paraná, região central do estado. “Minha missão, enquanto fiscal da Idaron, é fazer com que produtos de melhor qualidade sejam oferecidos à sociedade. Sou servidora, mãe, esposa, dona de casa e sempre busco exercer, da melhor forma possível, cada um desses papéis. O incentivo, apoio e cooperação da família faz com que tudo isso seja possível”, acentua.

Segundo ela, a fiscalização envolve momentos de tensão, “mas também há momentos engraçados que ficam na memória. Um deles, foi quando estive em uma propriedade rural para realizar um monitoramento, junto com um colega de trabalho. Aguardávamos o caseiro quando, de repente, o colega viu uma cobra fina, estirada na madeira da cerca. Ele me puxou rapidamente, apontando para a cobra. Fiquei muito assustada e não parava de olhar para ela. Nesse momento, um dos cachorros da propriedade cheirou minha mão, com aquele focinho gelado, foi um susto e tanto, achei que era a cobra que estava passando na minha mão. Foi hilário”, conta Adriana Aparecida.

DESAFIO

Outro exemplo da força e comprometimento das servidoras da Idaron é a engenheira agrônoma Viviane Ciriaco Gomes, que, formada há 15 anos pela Universidade Federal de Rondônia, atua desde setembro de 2009 nos quadros da Agência, em Rolim de Moura, onde ela gosta de dizer que estão suas raízes.

“No início foi bem difícil. Minhas duas filhas eram pequenas, com 1,5 e 3 anos, e já frequentavam a creche. Era uma correria”, salienta. “Depois que as meninas iam para a creche, em um veículo escolar, eu ia trabalhar, a pé. Como não tinha um veículo, não costumava ir para casa almoçar. Só no final do dia ia embora e recebia minhas filhas em casa. Lá começava minha outra jornada, tinha que arrumar tudo, lavar e passar, fazer a comida das crianças e cuidar do quintal. Era bem corrido”.

O início foi desafiador para Viviane, mas, com o passar do tempo, ela conseguiu comprar uma motocicleta e muita coisa mudou. “Hoje, minhas filhas cresceram, estão com 13 e 15 anos. Em 2019, depois de dez anos de trabalho, tive outra filha, mas, agora, conto com as mais velhas para me ajudar a cuidar da mais nova”.

Sobre a atividade desempenhada na Idaron, ela sabe o valor do que faz. “Considero meu trabalho essencial para economia do Estado. Estamos constantemente fiscalizando o comércio e uso de insumos (agrotóxicos e sementes), bem como a produção de mudas e monitoramento de pragas. Tudo isso, para garantir que o produtor rural não seja lesado por empresas ou pessoas que não estejam verdadeiramente comprometidos com o desenvolvimento do setor agrícola. Bons produtos geram boas lavouras, boas lavouras geram bons frutos e bons frutos geram boas rendas. E são as boas rendas que incrementam a economia”, avalia.

Destacando um caso curioso que marcou a carreira dela, Viviane lembra que, nos primeiros cursos que participou, em Porto Velho, ficava a semana inteira fora de casa. “Quando chegava a quinta feira, eu estava ‘enlutada’ da saudade de minhas filhas. Costumava chorar pelos cantos, mas foram cursos maravilhosos, gratificantes e que me prepararam para o trabalho”.

Diante de tão grande entrega, o reconhecimento a todas as servidoras da Idaron é inegavelmente verdadeiro. “Em todas as funções, inerentes aos quadros da Agência Idaron, do nível básico ao mais graduado, contamos com mulheres excepcionais. Se hoje temos um setor produtivo dinâmico e rentável é também graças aos esforços dessas servidoras que, capacitadas e dispostas, contribuem diariamente, atuando pela defesa sanitária de nossa pecuária e do setor agrícola. Todas estão de parabéns”, pontua o presidente da Idaron.

Fonte/Foto: Idaron

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